Como escolher a Microcâmera certa para montar meu sistema de videocirurgia?

Como evitar a imagem embaçada durante uma Videocirurgia?
8 de setembro de 2020

Como escolher a Microcâmera certa para montar meu sistema de videocirurgia?

A Microcâmera é um elemento essencial para a videocirurgia, pois somente com ela podemos ter a visibilidade da cavidade do paciente. Por isso, é crucial entender as diferenças entre cada tipo de Microcâmera antes de adquirir o seu sistema completo. Podemos dividir as câmeras em duas categorias: para procedimentos diagnósticos e para procedimentos cirúrgicos.

Para procedimentos diagnósticos, em que as cavidades quase não possuem sangramento, as microcâmeras de 1 chip Full HD 1920×1080, nativas ou upscaled, atendem muito bem. Para procedimentos cirúrgicos, é recomendada a tecnologia de 3 chips Full HD 1920×1080, em que cada chip captura uma cor (RGB) propiciando maior fidelidade a imagem capturada.

Quando falamos de arquitetura da tecnologia, o CMOS tem se mostrado melhor que o CCD pois consome menos energia (não esquenta) e propicia melhor contraste de imagem.

A maioria das câmeras do mercado possui perfis pré-configurados para diferentes especialidades. Saber utilizar esses perfis é importante, seja para a equipe de engenharia, enfermagem ou para a própria equipe cirúrgica. A tecnologia está disponível, mas poucos realmente conseguem tirar o máximo dela.

As saídas digitais mais comuns atualmente são as: DVI, SDI e 3G-SDI. Passou a ser comum, também, que as Microcâmeras tenham duas saídas DVI, o que facilita a conexão de monitores, projetores e gravadores de foto e vídeo. Apesar de as saídas SDI e 3G-SDI entregarem uma excelente imagem, é na interface DVI que a maioria das câmeras entrega o melhor resultado.

CCD ou CMOS?

Os dois são sensores de captura de imagem, mas de famílias tecnológicas diferentes. Tecnicamente são muito diferentes entre si, mas a finalidade é semelhante: entregam imagem em um monitor. O CCD foi absoluto desde o início da videolaparoscopia no Brasil, porém, com a nova geração de chips CMOS, os engenheiros aumentaram a velocidade de processamento, diminuíram o ruído na imagem e resolveram questões de superaquecimento, o que era um incômodo indesejado.

As melhores microcâmeras de 3 chips Full HD nacionais e importadas do mercado hoje utilizam CMOS.

1 ou 3 chips?

O sensor de imagem, seja ele CCD ou CMOS, é o primo rico do sensor fotoelétrico. Além de transformar luz em energia elétrica, o sinal de vídeo ainda consegue capturar a frequência dessa luz, distinguindo as cores e as transmitindo para o monitor, pixel a pixel, até formar uma imagem. Esse sensor revolucionou muito o mercado.

Uma revolução ainda maior foi quando se passou a utilizar um divisor de feixe luminoso com filtros dicróicos para separar as faixas de cores vermelha, verde e azul – o famoso RGB – e um chip para capturar cada imagem. Com isso, foi aumentado o poder de processamento da imagem. Assim, nasceu a câmera de 3 chips. O resultado disso está nas  imagens mais nítidas com cores mais fiéis e maior sensibilidade às baixas luminosidades (do que as de 1 chip).

A câmera 4K vem se confirmando como uma tendência tecnológica no mercado. A nitidez da transmissão da imagem, unida ao monitor ideal, traz o melhor investimento e a melhor qualidade de imagem disponível atualmente. Ela dispõe de uma resolução Ultra HD de 3840x2160p e também utiliza 3 chips em seu processamento.

Qual é a melhor câmera para cada tipo de procedimento?

Como mencionado acima, é necessário avaliar primeiro se o procedimento realizado será diagnóstico ou cirúrgico. Em segundo lugar, precisamos entender a complexidade desta operação. Diversas especialidades trazem diversos tipos de configurações e, por isso, separamos algumas sugestões de tecnologia.

 

Dúvidas? Entre em contato conosco via chat ou em nosso formulário de contato e saiba mais sobre videocirurgia.

TRADUZIR